Fragmentos esquecidos de uma hóstia consagrada foram colocados em água para dissolução, conforme as normas litúrgicas da Igreja Católica. Dias depois, os pedaços de pão transformaram-se visivelmente em uma substância avermelhada que exalava características de sangue humano. Análises laboratoriais preliminares encomendadas na época revelaram a presença inexplicável de glóbulos brancos ativos no material preservado.
O primeiro acontecimento da célebre trilogia de milagres eucarísticos na capital argentina ocorreu no ano de 1992, na Paróquia de Santa Maria, localizada na Avenida La Plata, em Buenos Aires. No dia 1º de maio, após o término da celebração da missa de sexta-feira, um ministro extraordinário da Eucaristia aproximou-se do altar para organizar os objetos sagrados e preparar a reserva eucarística no tabernáculo, quando notou a presença de alguns fragmentos de hóstia consagrada deixados sobre o corporal.
Seguindo estritamente as determinações prescritas pelo direito canônico e pelas normas litúrgicas para tais situações, o sacerdote responsável recolheu os pedaços e colocou-os em um recipiente contendo água destilada, depositando o vasilhame no interior do sacrário para que o pão se dissolvesse naturalmente com o tempo. Decorridos alguns dias, alguns sacerdotes abriram o tabernáculo para verificar o estado da mistura e constataram com surpresa que a estrutura do pão permanecia intacta.
A grande transformação ocorreu em 8 de maio de 1992, exatamente uma semana após o recolhimento inicial. Ao abrirem novamente o Tabernáculo, os clérigos depararam-se com um cenário assombroso. Os fragmentos da hóstia haviam mudado completamente de aspecto, assumindo uma intensa coloração avermelhada que se assemelhava visivelmente a sangue fresco. No domingo seguinte, dia 10 de maio, pequenas gotas de sangue surgiram de forma misteriosa nas patenas durante a distribuição da comunhão em duas missas vespertinas.
Diante da gravidade e da repercussão do fenômeno, a paróquia solicitou o auxílio de uma paroquiana que atuava profissionalmente como química para realizar exames preliminares na Hóstia que sangrava. Ao analisar o material em seu laboratório, a profissional identificou tratar-se de sangue humano legítimo, apresentando uma fórmula leucocitária completa. A doutora expressou profunda perplexidade ao constatar que os glóbulos brancos da amostra estavam ativos, condição comum apenas em tecidos pertencentes a organismos vivos com infecções vigentes.
Apesar das descobertas surpreendentes sobre a atividade celular do tecido, as limitações tecnológicas da época impediram a realização de um mapeamento genético avançado, visto que os exames de DNA ainda não estavam plenamente desenvolvidos na região no início da década de 1990. O caso de 1992 abriu caminho para as investigações científicas profundas que seriam coordenadas nos anos seguintes pelas máximas autoridades eclesiásticas da arquidiocese de Buenos Aires.
“
Eu sou o pão vivo que desceu do céu; quem deste pão comer, viverá eternamente.
João 6, 51
